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ENAJD realiza workshop sobre o VAR

Escola do STJD do Futebol realizou evento interno para auditores e procuradores da Justiça Desportiva.


Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol acompanharam na manhã desta quinta, dia 17 de março, o Workshop sobre o VAR. Organizado pela Escola Nacional de Justiça Desportiva (ENAJD), o evento foi conduzido pelo presidente interino da Comissão de Arbitragem da CBF, Alício Pena Junior e contou ainda com a participação de Sérgio Correa, Manoel Serapião e Claudio Cerdeira, todos integrantes da Comissão de Arbitragem da CBF.

Diretor da ENAJD, o auditor Paulo Sérgio Feuz falou sobre o evento que abre os trabalhos da escola no ano.

“Começando o ano de 2022 da ENAJD e teremos uma série de eventos. Hoje tivemos o cuidado de começar com um tema, talvez um dos mais sensíveis, que é em relação ao VAR e convidamos realmente quem conduz isso. Agradecemos desde já o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, por essa parceria com a Escola do STJD e toda a Comissão de Arbitragem que nos auxilia nesse evento”, disse o diretor.

Representando o STJD do Futebol, o vice-presidente José Perdiz, falou sobre a importância do workshop para o trabalho de Auditores e Procuradores no desempenho das funções na Justiça Desportiva.

"Quero dizer a todos os colegas do Pleno, das Comissões e da Procuradoria que é muito importante essa nossa interação para que as decisões cheguem a um denominador comum ou próximo daquilo que é possível dentro da legislação para atingir o equilíbrio das competições, a igualdade entre todos e a prevalência das decisões e resultados de campo", afirmou Perdiz.

Antes de iniciar a apresentação, Alício Pena Junior, Presidente Interino da Comissão de Arbitragem da CBF parabenizou a ENAJD e o STJD pela iniciativa.

“Importantíssimo que o STJD através dessa iniciativa traga um conhecimento maior sobre os processos do VAR para os seus integrantes e isso é fundamental na hora de uma decisão, de uma definição de situações que cheguem ao tribunal. Agradeço a oportunidade, em nome também do presidente Ednaldo, de podermos estreitar esses laços e trazer um pouco mais de contribuição para o conhecimento de todos", afirmou Alício.

Sérgio Correa, ex-presidente da Comissão de arbitragem da CBF e hoje líder do projeto VAR falou sobre a preocupação nas competições 2022.

“Estamos vivenciando no mundo todo (Espanha, Itália, América do Sul) uma crescente na agressividade das pessoas em todos os sentidos e o tribunal é quem vai colocar uma balança para proteger as autoridades esportivas. A Inglaterra, por exemplo, tinha os hooligans e hoje em dia é um dos países cujo futebol poucos problemas tem de invasão de campo, agressões dentro do estádio e a jogadores, e é um dos países que tem a menor média de cartões amarelos e vermelhos e a menor média disparada em relação a outras competições com 21 a 22 por partidas contra 28 de grandes países. O Brasil conseguiu em 2015 baixar para 28 depois da cruzada do respeito e que deu muito certo, mas hoje voltou a média de 31 por jogo. Nós vamos precisar da Justiça Desportiva, colocar na balança o que nós queremos para o futebol 2022 e acredito que, com a punição dentro dos limites da lei, fará com que as pessoas respeitem e cumpram o que se prevê”, alertou.

Manoel Serapião, juiz do trabalho e precursor da tecnologia de vídeo numa partida de futebol acrescentou a fala dos colegas.

“Talvez precisemos buscar e adotar algumas estratégias para enfrentar essa dificuldade e realocar a autoridade do árbitro do futebol com o objetivo de que a gente possa, demonstrando seriedade e firmeza, justiça com decisões corretas, alcançar efetivamente uma melhoria nessa conduta. Se o jogador sentir a autoridade do árbitro, ele naturalmente vai frear. O nosso futebol é vítima de uma cultura que eu espero que o VAR corrija, de uma cultura de ser o esporte da trampa, da malandragem, da milonga. O futebol tem que ser ético como qualquer atividade do homem. Não concebo que um profissional de futebol deixe de jogar a bola para atingir seu adversário. Também não concebo que a gente não tenha forças para punir esse jogador em campo e ter depois uma análise do órgão competente para consolidar a devida punição nos limites da legalidade”, concluiu.

Após a abertura, Alício apresentou a filosofia e objetivo do árbitro assistente de vídeo, as quatro situações previstas no protocolo e possíveis para utilização do VAR: gols, cartão vermelho, pênaltis e erro na identificação de jogadores. O Presidente interino da Comissão de Arbitragem explicou ainda como funciona o VAR, as revisões e os princípios básicos e finalizou a apresentação exibindo quatro vídeos de jogos em que houve a atuação do VAR explicando cada caso.

O próximo evento confirmado da ENAJD será nos dias 30 e 31/03 e terá como tema principal: “A Importância da Justiça Desportiva no combate da violência física e verbal nas Arenas Esportivas”.

  • Por: ENAJD
  • 17/03/2022

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